A reforma tributária é o maior projeto de modernização fiscal do país.
Seu objetivo: simplificar o sistema e reduzir distorções.
Mas, para as empresas, isso representa uma transformação estrutural — financeira, operacional e estratégica.
A implementação será gradual, de 2026 a 2033, mas quem começar agora sairá na frente, a preparação antecipada definirá quem lidera a transformação e quem apenas reage a ela.
Impactos que vão além da área fiscal
Embora a pauta seja tributária, os efeitos se espalham por toda a cadeia de valor.
A reforma vai exigir revisão de processos em:
- Finanças e contabilidade
- Logística e cadeia de suprimentos
- Marketing, trade e pricing
- Vendas e atendimento ao cliente
O que muda no setor de consumo e varejo
As principais transformações devem aparecer em três grandes frentes:
- Estrutura de custos e precificação
- Competitividade entre categorias de produtos
- Atratividade dos canais de venda
Com o novo sistema (IBS e CBS), o custo de servir e o preço final podem oscilar bastante. Cada produto será afetado de forma diferente, dependendo da nova classificação tributária.
Canais digitais, como o e-commerce, também podem perder parte dos benefícios fiscais atuais, alterando o equilíbrio entre o online e o offline.
Por isso, revisar contratos e estratégias de go-to-market (GTM) é essencial.
🧭 Cronograma da transição
| Ano | Marco principal |
| 2026 | Início da fase de testes com CBS e IBS (sem recolhimento) |
| 2027 | Extinção do PIS, Cofins e IPI (exceto Zona Franca de Manaus); início da CBS |
| 2029–2032 | Transição gradual do ICMS e ISS para o IBS |
| 2033 | Consolidação definitiva do novo modelo tributário |
📊 Cada fase trará impactos diferentes no fluxo de caixa e nas margens — exigindo acompanhamento constante e simulações por período.
Comece a agir agora
A reforma vai mexer com preços, margens e competitividade.
Empresas que se anteciparem, simulando cenários e ajustando estratégias, terão vantagem.
Passos essenciais:
- Revisar contratos e políticas comerciais
- Atualizar sistemas de gestão (ERP e pricing)
- Simular impactos no P&L por produto e canal
- Engajar times multidisciplinares (tributário, financeiro e comercial)
Conclusão
A reforma tributária é o ponto de partida para uma nova dinâmica empresarial no país. Com planejamento integrado, dados consistentes e uso inteligente da tecnologia, as organizações poderão se reinventar, fortalecer sua competitividade e liderar a transformação do mercado.


