Por que estamos lançando essa série agora?
No dia 1º de janeiro de 2026, o Brasil entra oficialmente no Ano-Teste da Reforma Tributária.
Não teremos recolhimento do IBS e da CBS ainda, apenas destaque, mas teremos:
- novos documentos fiscais,
- novos fluxos,
- novos cadastros essenciais,
- novas regras para operações sensíveis,
- convivência entre sistemas e legislações,
- e a fase mais importante de toda a transição: ajustar antes de valer dinheiro.
O ano-teste foi criado justamente para isso: corrigir erros, testar rotinas, ajustar processos e preparar as áreas operacional, fiscal e contábil sem impacto financeiro.
Mas a maioria das empresas não entendeu isso.
Muitas acreditam que a preparação só precisa começar em 2027, o que é exatamente o contrário do que deveria ocorrer.
Por isso criamos a série:
“30 Dias Para o Ano-Teste”
Uma orientação prática por dia, durante todo o mês de dezembro de 2025, para preparar a sua empresa para começar 2026 de forma organizada, segura e consciente.
Serão conteúdos diários sobre:
- documentos fiscais,
- cadastros fundamentais,
- parametrizações mínimas,
- fluxos operacionais,
- governança fiscal e compliance,
- integração entre setores,
- pontos de atenção do dia a dia,
- ajustes preventivos,
- e ações que podem (e devem) ser feitas agora.
E começamos pelo básico absoluto:
Ação 1 – Revisar todas as operações que precisam gerar documento fiscal em 2026
Essa é a primeira ação porque é a base de tudo.
Antes de mexer em ERP, parametrizar regras ou revisar contratos, a empresa precisa saber:
→ Quais operações exigem emissão de documento fiscal hoje?
→ E quais vão exigir em 2026 com os novos documentos?
No ano-teste, você poderá (e deverá) emitir, receber e testar os novos documentos fiscais.
E não existe parametrização possível se a empresa não entender claramente onde existe fato gerador, qual operação envolve circulação, quem emite, quando emite e o que deve constar no documento.
Por que isso é tão urgente?
- O ano-teste tem como objetivo corrigir rotinas antes de entrar dinheiro na conta do governo.
- Operações que hoje são tratadas informalmente não poderão mais ficar sem documentação.
- Erros de emissão em 2026 terão penalidades financeiras e podem comprometer toda a operação da empresa.
- Equipes operacionais precisam treinar emissão e recebimento.
- Sem saber quais operações demandam documento, não há como testar nada.
Como fazer essa revisão (simples, direta e prática)
1. Liste todas as operações que hoje geram documento fiscal
Entradas, saídas, remessas, industrialização, devoluções, etc.
2. Identifique operações que ocorrem sem documento, mas não deveriam
É aqui que a maioria das empresas erra.
Atenção especial a:
- adiantamentos (recebidos e concedidos),
- bonificações e amostras,
- remessas e retornos simbólicos,
- locações e direitos (royalties, licenciamento),
- transferências internas de mercadorias,
- operações com terceiros que não emitem NF,
- marketplaces,
- operações digitais.
3. Verifique se cada operação exigirá documento fiscal em 2026
Muitas passarão a ter documentos fiscais específicos no ano-teste.
4. Organize um fluxo simples para início de janeiro
- Quem emite?
- Quando?
- Com que finalidade?
- Como será tratado no novo sistema?
Resultado esperado dessa ação
Ao final dessa revisão, a empresa deve ter um mapa claro de onde existem emissões obrigatórias, quais operações precisam de ajuste, e qual será o plano mínimo para emitir e receber documentos fiscais durante todo 2026.
Esse é o alicerce da preparação.
Sem essa etapa, todas as demais ações (cadastros, contratos, parametrizações e fluxos) ficam comprometidas.


