Comitê Gestor do IBS elege nova presidência e vice-presidências para conduzir implantação da reforma tributária até 2027

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O Conselho Superior do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) definiu a nova liderança responsável por conduzir a fase inicial de implementação do novo modelo tributário brasileiro. Em reunião extraordinária realizada de forma virtual nesta terça-feira (10), os conselheiros ratificaram por unanimidade o secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César Mendes de Oliveira, como presidente do Comitê Gestor até março de 2027.

Na mesma sessão também foram eleitos os vice-presidentes que integrarão a estrutura diretiva do órgão responsável pela administração do novo tributo criado pela reforma tributária: o secretário da Fazenda do município de São Paulo, Luiz Felipe Vidal Arellano, e o secretário de Fazenda de Minas Gerais, Luiz Cláudio Fernandes Lourenço Gomes.

A definição da presidência e das vice-presidências marca mais um passo na consolidação institucional do Comitê Gestor do IBS, órgão que terá papel central na administração, arrecadação, distribuição e fiscalização do novo imposto sobre consumo instituído pela reforma tributária.

Liderança para um dos maiores desafios do novo sistema tributário

Ao agradecer a confiança do colegiado, o presidente eleito destacou a relevância institucional do momento e os desafios inerentes à implantação do novo sistema tributário nacional.

Segundo ele, o período inicial de funcionamento do Comitê será determinante para a construção das bases operacionais e normativas do IBS.

Além da presidência do CGIBS, Flávio César também preside o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Antes de assumir a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul, exerceu mandato como vereador em Campo Grande e presidiu a Câmara Municipal da capital sul-mato-grossense.

Vice-presidências representam estados e municípios

A primeira vice-presidência ficará sob responsabilidade de Luiz Felipe Vidal Arellano, procurador do município e auditor fiscal de carreira. Arellano já ocupou cargos estratégicos na administração fiscal da capital paulista, como subsecretário do Tesouro Municipal e diretor do Departamento de Defesa dos Capitais e Haveres do Município.

Após a eleição, o secretário ressaltou a responsabilidade institucional da nova gestão diante das expectativas geradas pela reforma tributária.

Já a segunda vice-presidência será exercida por Luiz Cláudio Fernandes Lourenço Gomes, auditor federal de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional. O secretário mineiro possui ampla experiência na administração pública, tendo sido também secretário de Fazenda do Rio de Janeiro e ocupado posições de liderança no RioPrevidência e na Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Em sua manifestação, Gomes destacou a importância do momento institucional e afirmou que pretende contribuir para a consolidação do novo modelo federativo de gestão tributária.

Governança federativa prevista na nova legislação

A composição aprovada pelo Conselho Superior segue o modelo de governança definido pela Lei Complementar nº 227/2026, responsável por regulamentar a estrutura do Comitê Gestor do IBS.

A legislação estabelece um modelo de gestão baseado na paridade entre estados e municípios, com alternância na ocupação dos cargos de direção para garantir equilíbrio federativo nas decisões do órgão.

A atual composição corresponde à fase inicial de funcionamento do Comitê Gestor, que se estenderá até 31 de março de 2027. Ao final desse período, o Conselho Superior será recomposto após a eleição dos representantes municipais, iniciando a fase definitiva de funcionamento da entidade.

De acordo com o artigo 53 da Lei Complementar nº 227/2026, a primeira presidência do Conselho Superior nessa nova etapa caberá aos estados.

Estrutura administrativa ainda será complementada

O modelo de governança também prevê a separação entre presidência e diretoria executiva, garantindo que essas funções sejam exercidas por entes de esferas federativas distintas.

Além disso, haverá alternância entre as entidades representativas municipais como a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e a Confederação Nacional de Municípios (CNM), na ocupação de posições estratégicas dentro da estrutura do Comitê.

A distribuição das demais diretorias será deliberada em reuniões posteriores do Conselho Superior, dando continuidade ao processo de organização institucional do CGIBS.

Posse simbólica e agenda de implementação do IBS

Está prevista para abril, em Brasília, uma cerimônia presencial para marcar oficialmente a ratificação da presidência e a posse dos vice-presidentes.

Na mesma ocasião, deverá ocorrer também uma reunião de trabalho com o objetivo de avançar na agenda de implantação do novo tributo e dar continuidade às atividades estruturantes do Comitê Gestor.

Primeiras medidas para estruturação do Comitê

A primeira reunião presencial do Conselho Superior do CGIBS ocorreu no dia 3 de março, em Brasília, reunindo mais de 200 participantes entre conselheiros, suplentes e equipes técnicas.

Na ocasião, foram aprovadas medidas essenciais para o funcionamento institucional do órgão, entre elas:

  • formalização jurídica do Comitê Gestor com abertura de CNPJ e conta bancária;
  • contratação do Sistema de Gestão Financeira (Sisgef);
  • autorização para contratação de operação de crédito de R$ 150 milhões junto à União.

Também foram instituídas seis comissões técnicas provisórias responsáveis pela estruturação administrativa e normativa do Comitê:

  • Comissão de Trabalho Administrativo (CT-ADM)
  • Comissão Jurídica (CT-JUR)
  • Comissão do Regimento Interno (CT-REG)
  • Comissão do Regulamento do IBS (CT-RIBS)
  • Comissão Operacional (CT-OPE)
  • Comissão do Tesouro (CT-TES)

Essas comissões terão coordenação paritária entre representantes de estados e municípios e poderão contar com apoio técnico de servidores das administrações tributárias e das procuradorias dos entes federativos.

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